Saber lidar com o não-saber
tenho notadamente uma dificuldade em manter um instagram profissional. tenho uma infinidade de questões com isso que, quando levadas a análise, me lembraram as teorizações lacanianas de não-saber. o não-saber entra como uma condição do analista para a escuta do sujeito. por mais que tenhamos aporte teórico, cada caso é único e, assim, devemos sustentar nosso não-saber e caminhar conjuntamente com o paciente para a escuta da singularidade.
às vezes, o não-saber paralisa. ao invés de aceitarmos nossa incompletude, preferimos nos defender do não-saber apenas parando. podemos construir fantasias sobre nós mesmos de que não somos capazes mas, no fim, será que não houve uma predisposição para reconhecer-se que não sabe e enfrentar o novo?
esta é uma maneira que encontrei de lidar com um incômodo e trazer para fora do consultória minha experiência analítica (mesmo que seja do outro lado do divã).